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Publicado em 22, Sep 2021 por economia_obser…
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Estimativas do IGP-M para 2021 reduzem em um ponto percentual na última semana

Esta semana se inicia com o mercado voltando suas atenções para o cenário internacional, com preocupações acerca da crise de crédito no mercado imobiliário chinês e seus possíveis contágios à economia mundial, além de expectativas quanto a redução de estímulos econômicos pelos bancos centrais mundiais. Com isso, as estimativas da taxa de câmbio entre 2022 e 2024 foram revisadas para cima.

Série histórica mediana das expectativas do câmbio para Brasil

As expectativas sobre o IPCA continuam sendo revisadas para cima para os anos de 2021 e 2022, sendo estimadas em 8,35% e 4,10%, respectivamente. Além da crise hídrica e dos preços administrados, o índice de preços é afetado também pela alta do dólar, dada as incertezas no cenário internacional. Por outro lado, as estimativas para o IGP-M na última semana foram revisadas para baixo em 1 p.p., dada a forte queda observada no preço do minério de ferro. Desde a cotação recorde alcançada em maio, de quase US$ 240 por tonelada, a baixa é de 61%.

A taxa básica de juros do mercado (Selic) foi alvo de grande atenção do mercado essa semana, sofrendo também reajustes. Em fala do presidente do Banco Central do Brasil, fora sinalizado que o nível da Selic será elevado o necessário para conter a inflação, não alterando, no entanto, seu plano de voo a cada novo indicador divulgado no mercado. Também chamam a atenção do mercado a reunião do Copom nesta semana no Brasil e a reunião do FOMC nos EUA – órgão responsável pela condução da política monetária no país. A estimativa para a Selic ao final de 2021 se encontra em 8,25% a.a. Há quatro semanas, este valor era de 7,50% a.a.

A Dívida Líquida do Setor Público sofreu reajustes para cima nas expectativas dos anos de 2022 e 2023. Apesar do anúncio da redução em 1,8 p.p. nos gastos obrigatórios do governo de 2018 a 2022, as negociações entre os poderes Executivo e Legislativo, a respeito do pagamento dos precatórios, estão movimentando as projeções sobre a capacidade de pagamento do governo. 

Para mais informações, acesse o boletim abaixo:
 

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